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Questionário de Avaliação

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O professor interagiu com o você






Os tópicos foram apresentados de forma clara e compreensível






Notas e comentários aos tópicos foram apresentados de forma clara






Os exemplos apresentados foram relevantes






O ritmo das aulas era o adequado






O conteúdo da disciplina era o acertado






A aula era claramente audível






As aulas pareciam bem preparadas






As aulas eram bem apresentadas






A qualidade do curso é excelente






O curso supriu suas espectativas?







As perguntas formuladas pelo professor focalizaram, estimularam e desencadearam novas idéias?
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As idéias principais foram retomadas, resumidas, esclarecidas ou completadas, quando necessário?
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O vocabulário utilizado na apresentação foi preciso, correto, sendo traduzido quando necessário?
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O professor demonstrou domínio suficiente aos assuntos abordados?
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A data proposta foi adequada?
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O prazo (tempo do curso) foi adequado?
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Adequação da quantidade de alunos.
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O uso do material acima foi relevante para melhorar a aprendizagem do conteúdo?
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Os  recursos audiovisuais foram utilizados adequadamente?
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As avaliações foram feitas de forma periódica, facilitando a compreensão e o entendimento do assunto?
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As avaliações foram adequadas aos objetivos propostos?
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As respostas devem ser enviadas para o e-mail: gustavocefet2004@yahoo.com.br

BEM VINDO AO CURSO

Bem Vindo ao curso de Acessibilidade em parceria com o IFES!

Todos os dias serão disponibilizadas atividades!
Qualquer dúvida, procure os professores:

Gustavo Andrade
Marisa Ramos

Bom estudos!

A ACESSIBILIDADE PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA NA INCLUSÃO DIGITAL

INTEGRAÇÃO E INCLUSÃO







Após muito tempo de rejeição e abandono, nos dois últimos séculos as pessoas com deficiência passaram a ser objeto de políticas especiais.
Inicialmente internadas em instituições caritativas, somente alimentadas e abrigadas, as pessoas com deficiência passaram a receber nesses centros atendimento especializado em termos de saúde, reabilitação, educação e trabalho. A segregação institucional foi mantida e levou a uma fase dita de integração das pessoas com deficiência na sociedade. Esse modelo predomina até hoje.

A integração visa à qualificação ou habilitação da pessoa com deficiência para que ela possa se integrar na sociedade. Parte de uma abordagem clínica, de um modelo médico da deficiência, no qual a discriminação ou desvantagem social é entendida como resultado da incapacidade da pessoa de desempenhar determinadas ações, ela própria causada por um problema do campo da saúde.

A partir de 1980, ano que anunciava a Década Mundial das Pessoas com Deficiência, houve maior organização do movimento, que, a princípio, pretendia assumir o controle de suas vidas e buscar alternativas às instituições assistencialistas. O surgimento do movimento, em âmbito nacional e internacional, propiciou o início da superação do modelo médico da deficiência e a emergência do modelo social, que considera que as barreiras físicas e socioeconômicas criam obstáculos à participação social e ao exercício da cidadania pelas pessoas com deficiências.

A sociedade inclusiva é uma sociedade para todos. O conceito apareceu pela primeira vez em textos internacionais no ano de 1990, durante uma Assembléia Geral da ONU.

Por meio da Resolução no 45/91, a ONU chamava a atenção da comunidade internacional para a situação de grupos vulneráveis nos países em desenvolvimento, incluindo pessoas com deficiência. Era também a primeira vez que se relacionava deficiência com pobreza.



Atividade:
Observe a imagem nesta atividade, uma mãe com carrinho de bebê, uma pessoa idosa, um cadeirante, uma mulher grávida, uma pessoa com o pé engessado, anões, canhotos… sabiam que são todos portadores de necessidades especiais? Como você explicaria isso?

Deficiência visual: formas de leitura e acessibilidade à informação

A prática do desenvolvimento de sistemas, produtos e serviços para serem utilizados com segurança e autonomia por pessoas com deficiência visual ou mobilidade reduzida constitui o conceito atual de acessibilidade. Essa condição deve, não apenas permitir que essas pessoas participem de atividades que incluam o uso de produtos, serviços e comunicação, mas também a inclusão e o uso destes por todas as parcelas presentes em uma determinada população, ou seja, é a possibilidade de qualquer pessoa usufruir de todos os benefícios da vida em sociedade.

Segundo o Decreto nº. 5.296 de 2 de dezembro de 2004, acessibilidade está relacionada em fornecer condição para utilização, com segurança e autonomia, total ou assistida, dos espaços, mobiliários e equipamentos urbanos, das edificações, dos serviços de transporte e dos dispositivos, sistemas e meios de comunicação e informação, por pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida. Ainda neste decreto, encontramos que esses impedimentos são denominados "barreiras", quando existir qualquer entrave ou obstáculo que limite ou empeça o acesso, a liberdade de movimento, a circulação com segurança e a possibilidade de as pessoas se comunicarem ou ter acesso à informação.

Dentre os dispositivos legais, temos ainda a Convenção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, que ganhou status constitucional a partir da promulgação do decreto nº. 6949/2009 e, prevê também o direito à acessibilidade no sentido de promover, proteger e assegurar o exercício pleno e eqüitativo de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais por todas as pessoas com deficiência e promover o respeito pela sua dignidade inerente.

Nesse sentido, a deficiência não é apenas entendida sob a perspectiva médica ou "da falta" de algo, precisando se adaptar para o convívio em sociedade. Hoje a deficiência é vista sob a ótica social, já que o que impede a plena participação são as barreiras encontradas na sociedade. Sendo assim, quanto menor for a barreira, quanto maior a possibilidade e a facilitação do acesso, menor será o impacto da deficiência na interação com o meio.


Deficiência visual

O termo cegueira não significa, necessariamente, total incapacidade para ver. Na verdade, sob cegueira poderemos encontrar pessoas com vários graus de visão residual. Engloba prejuízos dessa aptidão a níveis incapacitantes para o exercício de tarefas rotineiras (visão corrigida do melhor dos seus olhos permite enxergar há 6 metros  o que uma pessoa de visão normal enxerga há 60 metros). Pedagogicamente, delimita-se como cego aquele que tem somente a percepção da luz ou que não têm nenhuma visão e precisa aprender através do método Braille e de meios de comunicação que não estejam relacionados com o uso da visão; e como possuidor de baixa visão  aquele que lê tipos impressos ampliados ou com o auxílio de potentes recursos ópticos.

Segundo o Censo do IBGE 2000,da população brasileira (169 milhões de habitantes), 14,5% (24,5 milhões) são pessoas que têm deficiência (visual, motora, auditiva, mental, física). Desses, 48,1%, mais de 16 milhões de pessoas apresentam algum grau de deficiência visual no Brasil e, dentre elas, 159.824 se declararam incapazes de enxergar.

Considerando que o sistema visual recebe e interpreta, de forma instantânea e imediata, mais de 80% dos estímulos do ambiente, as pessoas com deficiência visual necessitam fazer uso dos demais sentidos para interagir com o mundo a sua volta e, por isso, precisam estar inseridas num ambiente estimulador, contar com a mediação e condições favoráveis para a exploração de seu referencial perceptivo. Isso não implica o desenvolvimento compensatório dos outros sentidos, levando à crença de que cegos têm uma maior audição ou possuem sexto-sentido.

Os sentidos têm as mesmas características e potencialidades para todas as pessoas. O fato é que para as pessoas com deficiência visual, o canal de informação não será visual, e o referencial perceptivo passará pelo desenvolvimento dos sentidos remanescentes, ou seja, elas recorrem às informações tátil, auditiva, sinestésica e olfativa com mais freqüência para guardar na memória os esquemas de que precisam para construir suas pistas e interagir com o mundo.

A ativação contínua desses sentidos faz com que o deficiente visual crie habilidades e desenvolva processos particulares de codificação que formam imagens mentais, que será ampliada conforme o grau e a pluralidade de experiências ao longo da vida. São as experiências significativas, contextualizadas, vividas e internalizadas pelo deficiente visual que formam a imagem mental de que ele necessita. 


Sistema Braille

O Braille é um sistema de leitura tátil e escrita para pessoas com deficiência visual, inventado pelo francês Louis Braille (1809-52). Ainda jovem, quando freqüentava o Instituto de Cegos de Paris, ele adaptou um método de comunicação militar, desenvolvido por Charles Barbier, que utilizava um sistema fonético  de pontos, traços  e buracos e possibilitava a comunicação noturna entre oficiais do exército francês. Esse novo sistema, adaptado por L. Braille, passou a utilizar pontos em relevo, possibilitando o manuseio pelas pessoas cegas, tanto na escrita como na leitura. As dificuldades para a implementação deste sistema passou, sobretudo, por uma forte negação de que seria verdadeiramente eficiente para a comunicação, até o impedimento do uso desse código entre os alunos dessa instituição. O reconhecimento veio após sua morte e o sistema Braille começa a ganhar o mundo. O Brasil foi o primeiro país da América Latina a adotá-lo como forma oficial de escrita entre os cegos, em 1854, no Instituto Benjamin Constant - RJ. 

O Sistema Braille é a representação do alfabeto convencional através de pontos em relevo, que o cego distingue por meio do tato. Utilizando seis pontos salientes, podem-se fazer 64 combinações que representam letras simples e acentuadas, pontuações, algarismos, sinais de matemática, e notas musicais. Os símbolos Braille são formados por unidades de espaço conhecidas como células ou celas. Uma célula Braille completa consiste de seis pontos dispostos em duas colunas paralelas contendo três pontos cada. A posição do ponto é identificada por números de um a seis, da esquerda para a direita e de cima para baixo.

Através do sistema Braille o deficiente visual vê suas possibilidades ampliadas, de acesso à informação e comunicação. O mundo passa a ter sentido e construir significados por meio daquilo que, até então, estava oculto pela falta de acesso. São múltiplas possibilidades de atribuir sentidos e construir imagens para representar o mundo que se amplia e se desvenda na ponta dos dedos. Ao tocar o papel sabe-se que aqueles pontos ganham um contorno próprio, que vão além das palavras para ganhar vida na imaginação do seu interlocutor.

Sendo assim, não basta apenas decodificar letras em palavras. O ensino do Braille demanda técnicas que vão desde a etapa da estimulação sensorial até o uso de equipamentos específicos para a produção dos pontos. Necessita ser acompanhado por um profissional especializado que, além das letras, lhe ensinará a criar significados e construir esquemas perceptivos peculiares a cada etapa do aprendizado do Braille. São habilidades motoras, táteis e imagéticas que compreendem o processo como um todo, garantindo futuras aquisições e qualidade de uso.

A acessibilidade à informação por meio do código Braille passa por um criterioso processo de adaptação do conteúdo. Isso porque converter uma informação impressa para uma informação tátil demanda conhecer as especificidades desse código, tais como:


1. Um conteúdo impresso quando transcrito para o Braille tem seu volume ampliado, ou seja, cada página em tinta pode resultar em até 5 páginas em Braille;
2. O custo alto  da impressão, pois  demanda o uso de equipamentos específicos, folhas com gramatura superior às convencionais e tempo de trabalho para adaptação;
3. Armazenar as obras e transportá-las é algo bastante complexo pelo grande volume dos materiais;
4. Inexistência de obras suficientes para toda demanda.

Além dos livros em Braille, o uso desse código seria muito útil em rótulos de produtos, medicamentos, bem como para outras identificações e sinalizações, em geral. A vantagem reside no fato do contato direto com as palavras, notando-as de sentido ao tocar. Permite conhecer a ortografia, estrutura gramatical e distribuição do texto no papel.

Como nem todos os deficientes visuais são usuários do sistema Braille, temos também outras ferramentas que garantem a  acessibilidade à informação, como os livros falados e  softwares de síntese de voz para computadores.  


Livros falados

São obras que se propõe a ser uma versão falada do livro impresso, sendo um livro auxiliar do livro em Braille. O "ledor", pessoa que grava as obras lendo-as em voz alta, precisa ser fiel ao conteúdo, respeitando pontuação e fazendo pausas, se houver a necessidade da soletração. A leitura sem efeitos sonoros ou sonoplastia, parte do princípio de que o cego precisa construir sozinho o sentido do que está sendo lido, sem interferências externas. Tem como ponto forte a questão da facilidade de transporte e armazenamento dos livros, bem como a rápida produção. O ponto negativo reside no fato da impossibilidade da interação com a grafia das palavras, o que faz com que muitos deficientes visuais, usuários somente de livros falados, possuam dificuldades para a escrita, grafando as palavras com o mesmo som que ouvem.


Informática para cegos

Deficientes visuais talvez tenham sido os mais beneficiados pela tecnologia, em especial de computação.  Hoje, com a ajuda de computadores, scanners, impressoras e outros equipamentos, um cego é capaz de “escrever e ser lido, e ler o que os outros escreveram". O uso do computador pelo deficiente visual tornou-se possível graças ao desenvolvimento de leitores de tela e sintetizadores de voz capazes de transmitir oralmente toda a informação visual disponível no monitor. Com o uso desses recursos de áudio essas pessoas podem desempenhar, desde tarefas mais simples até as mais complexas e, que exigem um maior conhecimento das funções de informática. A grande vantagem, porém, está na economia de tempo e de recursos financeiros como por exemplo: com o uso de um scanner podemos digitalizar livros para serem lidos através de um editor de texto com voz sintetizadas ou, utilizando uma impressora Braille, adaptar rapidamente a obra e imprimi-la para o uso imediato. Existem vários softwares gratuitos ou comercializados para o uso de deficientes visuais, bem como a possibilidade de configurações diversas quanto ao idioma, tonalidade de voz, entonação, velocidade de leitura e tipo de fala sintetizada. Encontra-se nesse grupo o Sistema Dosvox, com possibilidades de trabalho por meio do lúdico e jogos de interação.

Porém, somente os recursos tecnológicos se tornam insuficientes se não considerarmos requisitos básicos de acessibilidade web. Podemos citar como exemplo construções de sites seguindo as diretrizes da W3C. Se os requisitos de acessibilidade não estiverem disponíveis nos aplicativos e serviços, os leitores de tela esbarram nas barreiras comunicacionais e nos deixam no escuro.

O acesso à informação pelos computadores traz como ponto positivo a facilidade de juntar a audição do texto com a possibilidade de fazer-se a soletrarem,  a verificação da grafia das palavras. Por meio dos softwares leitores de tela as pessoas cegas acessam de maneira completa os textos e a informação de maneira muito rápida e precisa, acompanhando a velocidade com que são produzidas e distribuídas na rede.


Atividade: O computador auxilia o aprendizado em diversas formas. Procure alguns softwares disponível no mercado que tenha recursos de acessibilidade e discuta com seu colega o pós e o contra em relação ao mesmo. 

Brinquedos Inclusivos são Lançados em Feira

A Reatech, todos os anos, traz novidades tecnológicas para pessoas com as mais diversas deficiências. Esta edição lança uma linha de brinquedos inclusivos. A iniciativa surgiu aqui no Vale do Paraíba, na cidade de Guaratinguetá.

Com o nome de BrailluMais, o estande apresenta produtos educativos que põem em contato pessoas que não têm deficiências ou que não conhecem os conceitos de acessibilidade. 

Os produtos têm cores fortes e com descrições em Braille para quem temdeficiência visual ou baixa visão possam utilizá-los sem nenhum problema.

A pedagoga Luciane Molina, idealizadora dos brinquedos, ressalta que os brinquedos não são somente para quem tem de deficiência visual. “Os brinquedos foram desenvolvidos com os parâmetros do Desenho Universal, assim todas as pessoas podem usar, promovendo realmente a inclusão”, conta.

Luciane diz ainda que é importante estimular as pessoas com deficiência com as características de se comunicar de forma diferente sem levar em consideração determinada limitação.

Na visita do Guia Inclusivo ao estande, Molina revelou que a ideia dos brinquedos surgiu quando ela ainda era criança. A pedagoga tem deficiência visual desde a infância e sempre pedia para sua mãe, que trabalha com artes, fazer os brinquedos com características que pudesse brincar.

Depois de formada, Molina passou usar esses brinquedos em suas aulas e palestras de educação inclusiva. Ela conta que a produção em maior escala se iniciou após o interesse e convite da organização da Reatech para participar da feira há mais ou menos dois meses.

Além dos brinquedos, outros produtos também estão expostos, como camisetas com dizeres em Braille e em altorrelevo.



Atividade: Procure na internet outros brinquedos que se encaixam no perfil de inclusivos.

Esculpindo Imagens com Palavras: A Audiodescrição como Recurso de Acessibilidade Às Pessoas com Deficiência Visual

Assim como as esculturas vão tomando forma pelas mãos de quem as exculpe, as imagens, para quem não vê, se materializam pelo som das palavras. O que elas representam vão além de um simples significado ou descrição. Elas possibilitam, a essas pessoas, acessibilidade, por meio da atribuição de sentido e de significados ao que não pode ser tocado ou experimentado pela visão e, que passa a ser imaginado, interpretado e visto pelos ouvidos. 

A técnica consiste no recurso da audiodescrição, que traduz imagens em palavras, expressões faciais e corporais em sentimentos e emoções. Os cenários, figurinos, efeitos especiais, mudanças de tempo e espaço, leitura de créditos e paisagens ou qualquer outra informação relevante, ganham movimento, contorno e cor por meio das percepções imagéticas na mente do expectador com deficiência visual. 

A audiodescrição como recurso de acessibilidade é mais um serviço de tecnologia assistiva que vem contribuir para a independência e autonomia da pessoa com deficiência visual. 

Consiste na narração clara e objetiva de todas as informações que aparecem visualmente, mas que não estão contidas nos diálogos. A técnica traz a formalidade para algo que, antes, era praticado de maneira informal, quando a descrição era solicitada mediante a ausência de pistas sonoras para o entendimento das cenas. Não destina-se apenas a obras cinematográficas, estendendo-se a comerciais, programas de televisão, teatro, musicais, shows e apresentações em geral. Também é uma poderosa aliada do professor no espaço educativo, pois utilizando-se de tais técnicas o profissional da educação poderá tornar suas aulas muito mais atrativas e acessíveis, sem a necessidade de elaborar conteúdo diferenciado apenas para os alunos com deficiência visual. A descrição sonora do ambiente e de cenários estáticos _sem movimentos_ também constitui o foco da audiodescrição, em museus e exposições. 
Algumas diretrizes precisam ser consideradas para se efetivar o processo de tradução de imagens, começando pela objetividade. Nesse item deve-se evitar qualquer análise ou interpretação de emoções, devendo-se portanto, permitir que o expectador chegue Às suas próprias conclusões. Em muitos casos a referência à emoção deve estar implícita na descrição. Para que a audiodescrição cumpra seu caráter objetivo, ela deve ser breve e concisa, evitando expressões com significados semelhantes ou afirmações óbvias. Percebe-se que o uso da expressão correta e, quando empregada na medida certa, propicia contornos mais nítidos e coerentes às imagens. 

Além da objetividade, uma obra audiodescrita deve utilizar-se de vocabulários amplos para descrever as múltiplas características do que se pretende visualizar, tendo clareza quanto formas, textura, tamanho, posição com relação a um ponto de referência, cor _não evitá-las-, composição ou disposição no cenário, ângulo de visão, posição do narrador e do expectador frente a obra, entre outros. 

Para haver uma maior harmonia entre expectador e obra, a audiodescrição precisa seguir uma lógica. A produção tem início com uma descrição ordenada, segundo um ponto referencial. Começa por características mais amplas ou genéricas, até chegar numa referência de suas partes, de forma mais detalhada, sempre procurando posicionar os elementos conforme relação com outros elementos. A audiodescrição não é meramente a descrição de um objeto independente, mas de objetos, situações, gravuras, imagens, cenários e, por isso, precisa ser estruturada partindo de diferentes ângulos de observação em relação simultânea e intermitente. 

No Brasil, a primeira peça comercial a contar com o recurso da audiodescrição foi "O Andaime", no Teatro Vivo, em março de 2007. O primeiro filme, "Irmãos de Fé", do Padre Marcelo Rossi em 2005. E a Natura marcou presença como sendo a primeira empresa a veicular um comercial com audiodescrição na Tevê aberta, em 2006. Apesar dessas tentativas isoladas e que tem ganhado força ao longo dos anos, a audiodescrição na programação já é prevista desde 2004, por força do decreto Nº. 5296, que regulamenta a lei que estabelece as normas de acessibilidade. Em 2006, as medidas para disponibilização da audiodescrição foi regulamentada pela portaria nº. 310 do Ministério das Comunicações. Essas regras foram suspensas em 2008 e retomadas a partir de 2010 com a Portaria nº. 188/2010 que determina a veiculação de duas horas por semana de programação com audiodescrição a partir de 1º de julho de 2011 e ampliando esse tempo de exibição, gradativamente. Estamos em contagem regressiva para tal efetivação. 

Em ambientes educativos a audiodescrição como ferramenta pedagógica, tem por finalidades, o acesso a materiais bibliográficos, ao currículo e conteúdos escolares, ao mesmo tempo que o restante da turma. Informar disposição do mobiliário, da planta baixa da escola, de objetos, dos espaços de recreação ou de uso comum. Atentar para o trabalho colaborativo em descrição de filmes, slides, mapas, tabelas, fotografias, gráficos, mostras, eventos e exposições no ambiente escolar, entre outros. 

Desta forma podemos considerar que Áudio-descrição é recurso para a acessibilidade e que significa que “Se você não vê, poderá ouvir; Se você não ouve, poderá ler; e Se você não lê, poderá compreender. O audiodescritor, portanto, será a ponte entre a imagem não vista e a imagem construída por meio de referências sonoras, conduzidas e esculpidas na imaginação de quem as ouve. 

Conheça abaixo um exemplo de comercial sem audiodescrição. Aprecie seu conteúdo e observe os detalhes visuais presentes na obra. Tente captar as informações relevantes e globais, obtidas por meio da visualização das imagens. Note que, nessa etapa, o “enxergar” se mostra determinante para o entendimento da obra e a visão atuará como sentido predominante na busca de pistas necessárias para a compreensão da mensagem transmitida. Se você “fechar” os olhos a interpretação fica prejudicada e a comunicação interrompida. 

Campanha Iguais na Diferença – versão sem audiodescrição
Clicando Aqui 

Após ter assistido ao comercial acima, o desafio está em assistir ao mesmo comercial com o recurso da audiodescrição. 

Campanha Iguais na Diferença – versão com audiodescrição 
Clicando Aqui 

Inclusão digital que vai além do método braile

Olá Alunos!


Em nossa primeira aula, iremos assistir um vídeo sobre a inclusão digital com algumas metodologia braile. Como atividade avaliativa, você deverá postar um comentário sobre o vídeo de modo que seu comentário seja critico, respeitando a opinião do colega e de forma ética.